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Dicas de empreendedorismo

Transforme a sua apresentação num momento memorável e autêntico, conte a sua melhor história! Seja um Steve Jobs na arte de apresentar.

O que têm em comum os melhores oradores? Será um grande à vontade para falar? Paixão pelo que fazem? Um dom com o qual nasceram? Um estilo comum de comunicação e apresentação?
A Maquijig deixa-lhe 7 dicas para que o próximo a deixar a marca seja você:

1) Primeiro pense que história gostaria de contar e só depois construa o PowerPoint

Como prepara a sua apresentação para os seus clientes, parceiros e equipa? Costuma começar por desenvolver uma história e vai gradualmente enfatizando com os momentos mais interessantes, suportando-a com exemplos reais e pontos de referencia comuns? Desenvolve uma mensagem clara e objetiva, cuja audiência dificilmente esquecerá mesmo sem recurso a cópias ou notas? Usa uma moral no final da sua história? Se por acaso respondeu Não, não desanime, apenas precisa treinar. Ser autêntico ajuda.
O que têm então em comum grandes empreendedores como Cliff Atkinson, autor de Beyond Bullet Points, e Steve Jobs? Ambos dizem que o primeiro passo é criar uma história como momento introdutório, pois ela irá potenciar dramaticamente a apresentação, retendo a atenção da plateia e fazendo com que se identifiquem com o tema e com o orador. E só depois entra o PowerPoint.
Esta é então a capacidade que distingue um orador regular de um extraordinário. Isto é o que os grandes oradores têm em comum.

2) A excelência adquire-se com treino, muito treino

De acordo com a agência Nancy Duarte, que esteve por de trás do livro Al Gore’s An Inconvenient Truth, os apresentadores devem dedicar 30 horas para pesquisa, organização, esboços, storyboarding, guiões, e revisão da história, tudo isto para uma hora de apresentação. Posteriormente há que investir mais 30 horas a construir os slides de PowerPoint e, por fim, umas últimas 30 horas a ensaiar a apresentação completa.

3) Contar a história em três atos

A sua narrativa deverá ser dividida em três partes: Início, Confrontação e Resolução. E ficará completa se acrescentar personagens reais, heróis e vilões. Na fase Início, o orador introduz os personagens no contexto real da história. Eleva as expectativas da audiência sobre o que vai ganhar com a apresentação e o porquê de prestarem atenção e de se importarem com o tema – Why should I care? A fase da Confrontação apresenta à audiência o problema (quem é o vilão) e a resolução (o herói). Exemplos reais e pontos de referência são transmitidos nesta fase – How will your idea/Product make my life better? Por fim, vem a Resolução. Aqui o orador vai dar a resposta ao problema, oferecendo um mapa do tesouro em que o X marca o sítio para um futuro melhor. Partilha-se nesta etapa uma mensagem de esperança e deixa-se a audiência com um sentimento de querer ajudar, participar e lutar por esse bem maior, muitas vezes com a chamada lágrima no canto do olho – What action do I need to take?
Ao estruturar a sua apresentação com um princípio, meio e fim fortemente sentimentais (atenção que não tem de ser necessariamente um drama), levará a sua audiência numa viagem que os inspirará a agir em prol da sua ideia, querendo contribuir, seja assinando uma petição, comprando o produto, aliando-se enquanto parceiros.

4) Uma imagem vale mais do que mil palavras

Há uma razão científica quando se diz “ver para crer” ou “uma imagem vale mais do que mil palavras”. O cérebro humano processa as imagens mais fácil e rapidamente (60 mil vezes mais rápido) do que as palavras.
Em apresentações é mais fácil arranjar palavras para descrever o que queremos transmitir do que recorrer a imagens, mas os grandes oradores sabem que vale a pena o investimento de tempo na pesquisa de tais imagens que valem por mil palavras.
As imagens são poderosas, use e abuse e depois será “ver para crer”.

5) As emoções atraem a atenção

As pessoas são guiadas – mais do que pela lógica – pelos seus instintos. E as emoções apelam ao que de mais intimo há no ser humano. Apresentadores que usam emoções estão a vincular elos com a audiência e esta dificilmente esquecerá, ao contrário de eventos neutros que se cinjam a abordar estatísticas (por mais interessantes que sejam), e outros dados empresariais sem nenhuma história para contar. Porque é que as emoções numa apresentação podem ser o seu cartão de entrada numa empresa prospect, ou num evento em que tem de orar para angariar parceiros? Porque as pessoas podem esquecer o que lhes diz e o que faz, mas nunca esquecem a forma como você as fez sentir. Portanto faça com que a sua apresentação vá mais além de factos reais e estatísticas, faça que quem o ouve se sinta com vontade de participar no seu projeto: Why should I care; How will your idea/Product make my life better; What action do I need to take.

6) Tenha um discurso apelativo e KISS

KISS (Keep It Simply Stupid) é um conceito do Mundo marketeer que apela à simplicidade e clareza dos discursos e conceitos.
Dois exemplos em que se pode apoiar foram dados por Steve Jobs quando apresentou o iPod – “iPod. Mil músicas no seu bolso” – e foi o suficiente. Não falou sobre características, nem funcionalidades, apenas apelou ao lado emotivo de quem gosta de música e quer simplificar a sua experiência musical. Isto move audiências. Outro exemplo foi aquando da apresentação do MacBook Air – O que é o MacBook Air? Numa frase, é o computador mais fino do Mundo” – e com isto apelou ao que as pessoas procuram num portátil, a sua leveza e estilo. KISS!
Se a sua apresentação tiver muitos dados, então use metáforas da atualidade e analogias divertidas para oferecer explicações fáceis de entender a complexidade inerente ao seu tema.

7) Experimente não usar bullet points

Pode parecer difícil à primeira, mas Steve Jobs e Seth Godin, por exemplo, não usavam bullet points e as suas apresentações eram bastante organizadas, clean e informativas. Vários anos de pesquisa mostraram que o uso de bullet points são a forma menos efetiva de expor informação importante.
Da próxima vez que pensar em colocar vários bullet points na sua apresentação PowerPoint, recorde as palavras que Leonardo Da Vinci evocava e Steve Jobs imortalizou na era tecnológica: “Simplicity is the ultimate sophistication.”